saúde mental

5 sinais de que a saúde mental não vai bem

O corpo está sempre dando indícios quando a saúde não vai bem, e não é diferente com a saúde mental. Apesar de cada doença ter a sua peculiaridade, alguns sintomas são indicativos de que a ajuda médica é necessária.

  1. Qualidade de sono: diversos fatores interferem na qualidade do sono, desde o cansaço do dia a dia até a temperatura ambiente, porém, noites mal dormidas, ou sono em excesso, são possíveis indícios de que algo não está bem.
  2. Falta de concentração: quem nunca teve um dia exaustivo e não conseguiu se concentrar mais para terminar as tarefas? Isso é normal! Contudo, o problema não pode ser persistente. Esquecer as coisas, não se concentrar e ter dificuldade em realizar tarefas, não é normal.
  3. Ansiedade: a ansiedade é tanto uma doença como um sintoma. Se sentir ansioso de vez em quando é normal, mas essa sensação não pode atrapalhar o seu dia a dia e não pode te prejudicar.
  4. Apetite: há duas situações opostas que indicam problemas emocionais, a primeira delas é a falta de apetite, a segunda é o excesso.
  5. Alterações na libido: não sentir mais prazer ou vontade de se relacionar sexualmente, são sintomas comuns de pacientes com a saúde mental abalada.

É importante buscar ajuda médica assim que os sintomas surgirem, assim como manter uma boa alimentação e realizar exercícios, o corpo também necessita de uma estabilidade emocional para funcionar direito. Com a evolução dos problemas, pacientes podem desenvolver sudorese, arritmias cardíacas e dores por todo o corpo.

Cada vez mais, doenças de cunho psicológico afetam pessoas de todas as idades e gêneros. Procure um médico, converse com um especialista. Não espere que o problema aumente, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, mas efetivo será.

autismo

Como reconhecer o autismo?

O que é o autismo?

É um transtorno de desenvolvimento que acomete principalmente a habilidade de comunicação e de interação social do indivíduo.

O autismo é reconhecido durante a infância, mas persiste por toda a vida do paciente.

Quais os sintomas do autismo?

Os sintomas variam muito de acordo com cada indivíduo, ambiente de criação, nível da doença e até da quantidade de estímulos que a criança recebeu. A maioria das crianças apresentam sintomas antes dos dois anos de idade.

Ainda quando bem pequenos, é possível observar que a criança tem dificuldade em manter contato visual ou em reconhecer seu nome e seus brinquedos.

É importante dizer que crianças autistas possuem uma hipersensibilidade em todos os cinco sentidos, por isso, é comum que tenham uma recusa por muitos alimentos, se sintam incomodadas com certos tipos de tecido e se irritem em ambientes com poluição sonora ou cheiros fortes.

Uma das características mais comuns e marcantes, é a repetição de movimentos e apego a objetos. A repetição de movimentos pode se manifestar por horas, sem que a criança perceba o que está fazendo.

Em se tratando de interações sociais, a criança autista tem dificuldade em fazer amigos, prefere ficar sozinha e não mostra empatia pelos outros, o transtorno tem como característica a dificuldade de entender sentimentos tanto em si quanto nos outros. Para uma criança com autismo, é difícil diferenciar amor de felicidade ou tristeza de cansaço.

Passando para os fatores sensoriais, pacientes com TEA (transtorno do espectro autista), podem ter problemas com vento, chuva, claridade, barulhos altos e etc. Geralmente as crianças não gostam muito de abraços ou carícias, por conta da hipersensibilidade podem se sentir sufocadas facilmente.

Toda criança passa por diversas fases de aprendizagem até atingir a maturidade necessária e o desenvolvimento independente, porém, o autismo atrasa esses processos de forma drástica, por isso é comum que as crianças estejam brincando ou se imitando e o paciente autista não consiga acompanhar o processo.

Existem diversos tipos de autismo

Apesar de o termo “autismo” ser usado de maneira generalizada, o espectro autista conta com 3 níveis, que são medidos a partir do comprometimento das habilidades cognitivas e sociais do paciente.

A Síndrome de Asperger também é considerada parte do TEA, e é classificada como a forma mais leve na doença.

bulimia

Bulimia: entenda mais

O que é bulimia?

Apesar de ser um problema alimentar, as causas são psicológicas, por isso o especialista que trata esse problema, é o psicólogo.

A característica mais marcante é dessa doença é o grande esforço afim de evitar o ganho de peso e a preocupação exacerbada com a aparência. Os pacientes podem fazer uso de laxantes em demasia, forçar o vômito após comer, abusar de dietas e exercícios físicos dente várias ações prejudiciais para a saúde.

O que causa a bulimia?

A causa é a preocupação com a aparência e com o peso, todavia, não se sabe ao certo o que leva esses pacientes e chegarem nesse nível de preocupação com a própria imagem.

Há especialistas, no entendo, que apontam as mídias sociais e o culto a imagem que estes trazem, como possíveis desencadeadores do problema.

Apesar do fato de que qualquer pessoa pode desenvolver esse distúrbio, o problema é mais comum em mulheres jovens.

Como saber se uma pessoa tem bulimia?

Os indícios costumam ser a preocupação exagerada com a autoimagem, e depois em consequência surgem os esforços para manter o corpo da maneira desejada.

Pacientes com esse problema geralmente vão ao banheiro imediatamente após as refeições, ou fazem uso de diuréticos e laxantes a fim de controlar o peso.

Como é o tratamento para bulimia?

O tratamento exige calma e paciência, todavia, se mostra efetivo.

É pouco comum que o paciente busque ajuda médica sozinho, por isso há uma ressalta para o papel da família e amigos de pacientes psiquiátricos.

A princípio a psicoterapia deve ajudar o indivíduo, mas ao passar o tempo, caso a terapia não se mostre efetiva, por ser necessário o uso de medicação. É importante que o paciente passe por uma reeducação alimentar, e entenda os limites e as necessidades do seu corpo.

fobia social

Transtorno de ansiedade social: fobia social

O que é fobia social?

Apresentar timidez, insegurança e até mesmo um pouco de ansiedade, diante de situações atípicas é normal, mas a fobia social vai além disso.

Principalmente em ambientes desconhecidos ou com pessoas novas, é normal que qualquer indivíduo tenha receios e dificuldades, contudo, pacientes com ansiedade social se sentem assim mesmo em ambientes conhecidos ou no meio até de familiares.

A ansiedade social consiste em evitar ao máximo qualquer tipo de ambiente que necessite de interação com outras pessoas, como por exemplo idas a festas ou eventos com muitas pessoas.

O que causa a fobia social?

Assim como a maioria dos problemas de cunho psíquicos, não há causas exatas para o problema, mas há, todavia, fatores que influenciam o surgimento dessas doenças, como por exemplo ambientes de estresse, traumas psicológicos e histórico familiar.

Quais os sintomas da fobia social?

Evitar situações de exposição ou de interação social, por medo do que possa ocorrer, são, no entanto, os indícios mais comum da doença.

Os indícios começam antes mesmo do evento propriamente dito, ou seja, o paciente se sente ansioso mediante alguma situação social. Após o evento, também é possível que o indivíduo repasse a situação procurando falhas em suas interações ou em sua forma de agir.

Pessoas com esse problema tendem a ser muito pessimistas, ou seja, esperam sempre o pior de cada situação.

Alguns sintomas físicos como taquicardias, náuseas, tensão muscular e confusões mentais, também podem surgir.

Como é feito do diagnóstico da fobia social?

O diagnóstico requer um médico especialista, todavia, por se tratar de um problema psiquiátrico não há exames que comprovem a doença.

Existe tratamento para fobia social?

Sim, existe tratamento, e esse consiste no uso de medicação em conjunto com a psicoterapia. Os medicamentos têm o intuito de controlar os sintomas e dar suporte para o paciente até que a psicoterapia (tratamento a longo prazo) faça efeito.

mulher com toc

TOC: transtorno obsessivo compulsivo

O que é transtorno obsessivo compulsivo?

O transtorno obsessivo compulsivo, comumente chamado de TOC, é uma disfunção psicológica caracterizada por crises recorrentes de ansiedade e desconforto mediante situações que envolvam higiene, simetria, perfeccionismo, rituais etc.

De forma geral, o paciente não percebe que seus sintomas são exacerbados, por isso o papel da família é importante.

A pessoa portadora do problema, tem pensamentos frequentes de que caso suas “regras” pessoais não estejam sendo feitas, algo ruim poderá acontecer o que leva o paciente a apresentar medo, insegurança e por vezes agressividade.

Em suma existem dois casos mais comuns de transtorno obsessivo compulsivo, o primeiro é a forma mais leve da doença, que não chega a atrapalhar a vida do indivíduo.

O segundo tipo por sua vez, é caracterizado por um quadro mais grave, onde o paciente tem comportamentos compulsivos até que o exercício da compulsão seja realizado, ou seja, a pessoa fica com ansiedade extrema até que atinja a simetria ou a higiene desejada.

Quais as causas do TOC?

Assim como a maioria das doenças de cunho psicológicas, as causas não são exatas.

Afinal, quais são os sintomas do TOC?

Como dito anteriormente, pessoas com TOC são perfeccionistas e possuem uma rotina que não pode ser quebrada, os sintomas surgem então quando um desses “protocolos” são quebrados, ou seja, quando algo está fora do lugar, ou quando alguma parte da rotina não ocorre.

Os sintomas são o desespero, medo, ansiedade, irritabilidade ou até mesmo agressividade após as situações exemplificadas.

Como é feito o diagnóstico do TOC?

O diagnóstico requer uma análise cuidadosa dos sintomas por parte de um profissional qualificado.

Ressaltamos a importância da família em participar do acompanhamento, pois pacientes com TOC, geralmente veem suas atitudes como normais.

Como é o tratamento?

Apesar de não haver cura, a psicoterapia é muito eficiente no controle dos sintomas de pacientes com transtorno obsessivo compulsivo. Além disso, uma alimentação saudável e prática de exercícios estão entre tratamentos comprovados para doenças de cunho emocional/psicológicos.

mulher com ansiedade

Ansiedade: é normal?

Se sentir ansioso de vez em quando, é normal e por vezes até bom.

Mas pessoas que sofrem de ansiedade, se sentem assim constantemente, o que leva a um desgaste mental, cansaço e muitas vezes problemas sociais maiores.

Apesar de ser comum ao público jovem e adulto, o problema pode surgir desde a infância, e todos os casos requerem uma atenção especial.

Ademais disso, a doença pode surgir em conjunto com outras patologias de cunho emocional (depressão, pânico etc), uma vez que problemas psicológicos costumam se sintomatizar.

Quais são os sintomas da ansiedade?

É possível classificar os sintomas em físicos e psicológicos. Os sintomas físicos costumam ser palpitações ou dor no peito, respiração cansada, sudorese, boca seca e náuseas.

Os sintomas psicológicos, no entanto, são caracterizados por problemas para dormir, medo constante, dificuldade de concentração, irritabilidade e preocupação exagerada mesmo com problemas cotidianos e simples de serem resolvidos.

Em casos mais sérios o paciente pode apresentar sintomas de um ataque de pânico.

Quais são as causas?

Apesar de as causas não serem exatas, estudos mostram que a genética e algumas doenças podem ser causadores da ansiedade.

Problemas cardiovasculares, doenças hormonais e dores crônicas, igualmente podem causar ansiedade em seus pacientes.

Estresse e traumas psicológicos são, de mesmo modo, fatores de risco para a doença.

Como ocorre o diagnóstico e tratamento da ansiedade?

A ansiedade requer uma análise minuciosa e um profissional qualificado para diagnosticar o problema.

Na consulta, o paciente relata seus sentimentos, medos e sintomas, o profissional por sua vez, ouve e analisa o quadro.

Em caso positivo para ansiedade ou outra doença, o profissional inicia então o tratamento através de consultas periódicas.