Borderline

Borderline: personalidade limítrofe

O que é Borderline?

O Borderline, igualmente chamado de transtorno de personalidade limítrofe, é um distúrbio mental caracterizado por instabilidade em relações interpessoais, relações de afeto e até mesmo na autoimagem.

Pacientes com borderline possuem um medo constante de serem abandonadas, seja no entanto por parte de familiares ou parceiros. A instabilidade apresentada pela doença requer cuidados e compreensão por parte daqueles que convivem com o paciente.

Uma das consequências mais preocupantes do Borderline, é a maneira como o paciente manifesta seu medo pelo abandono. Agressividade e sentimentos exagerados são dificuldades a serem controladas por meio do tratamento adequado. Aproximadamente 10% dos pacientes com Borderline, cometem suicídio.

Quais as causas?

Assim como a maioria dos problemas psicológicos, não há uma causa exata para a doença.

Quais são os sintomas mais comuns que uma pessoa com Borderline apresente?

Apesar de cada caso ser único, é comum que o paciente realize esforços desesperados para evitar o abandono, possua relacionamentos instáveis e intensos (ora são perfeitos, ora catastróficos). Além disso, também é comum a impulsividade, principalmente em áreas potencialmente destrutivas (gastos, sexo, álcool, drogas, compulsão alimentar, direção irresponsável etc.).

O sentimento crônico de vazio e a raiva intensa também são habituais a pessoas com Borderline

Como é feito o diagnóstico do transtorno de personalidade limítrofe?

O diagnóstico geralmente leva um pouco de tempo e exige uma análise clínica minuciosa. É comum que o paciente procure ajuda se autodiagnosticando com ansiedade ou pânico, todavia, os sintomas apesar de serem parecidos, possuem suas características únicas.

Existe tratamento para borderline?

Sim, todavia, não há medicamentos que se mostrem efetivos, por isso é essencial realizar sessões de psicoterapia regularmente.

É necessário encontrar um profissional qualificado para tratar desse problema, e ressaltamos também a importância da família. Para aqueles que não possuem a doença é difícil entender como pequenas atitudes podem atingir o paciente, por isso a família deve também ouvir o psicólogo e procurar uma maneira de auxiliar o tratamento no dia a dia em casa.

mulher com toc

TOC: transtorno obsessivo compulsivo

O que é transtorno obsessivo compulsivo?

O transtorno obsessivo compulsivo, comumente chamado de TOC, é uma disfunção psicológica caracterizada por crises recorrentes de ansiedade e desconforto mediante situações que envolvam higiene, simetria, perfeccionismo, rituais etc.

De forma geral, o paciente não percebe que seus sintomas são exacerbados, por isso o papel da família é importante.

A pessoa portadora do problema, tem pensamentos frequentes de que caso suas “regras” pessoais não estejam sendo feitas, algo ruim poderá acontecer o que leva o paciente a apresentar medo, insegurança e por vezes agressividade.

Em suma existem dois casos mais comuns de transtorno obsessivo compulsivo, o primeiro é a forma mais leve da doença, que não chega a atrapalhar a vida do indivíduo.

O segundo tipo por sua vez, é caracterizado por um quadro mais grave, onde o paciente tem comportamentos compulsivos até que o exercício da compulsão seja realizado, ou seja, a pessoa fica com ansiedade extrema até que atinja a simetria ou a higiene desejada.

Quais as causas do TOC?

Assim como a maioria das doenças de cunho psicológicas, as causas não são exatas.

Afinal, quais são os sintomas do TOC?

Como dito anteriormente, pessoas com TOC são perfeccionistas e possuem uma rotina que não pode ser quebrada, os sintomas surgem então quando um desses “protocolos” são quebrados, ou seja, quando algo está fora do lugar, ou quando alguma parte da rotina não ocorre.

Os sintomas são o desespero, medo, ansiedade, irritabilidade ou até mesmo agressividade após as situações exemplificadas.

Como é feito o diagnóstico do TOC?

O diagnóstico requer uma análise cuidadosa dos sintomas por parte de um profissional qualificado.

Ressaltamos a importância da família em participar do acompanhamento, pois pacientes com TOC, geralmente veem suas atitudes como normais.

Como é o tratamento?

Apesar de não haver cura, a psicoterapia é muito eficiente no controle dos sintomas de pacientes com transtorno obsessivo compulsivo. Além disso, uma alimentação saudável e prática de exercícios estão entre tratamentos comprovados para doenças de cunho emocional/psicológicos.

mulher com ansiedade

Ansiedade: é normal?

Se sentir ansioso de vez em quando, é normal e por vezes até bom.

Mas pessoas que sofrem de ansiedade, se sentem assim constantemente, o que leva a um desgaste mental, cansaço e muitas vezes problemas sociais maiores.

Apesar de ser comum ao público jovem e adulto, o problema pode surgir desde a infância, e todos os casos requerem uma atenção especial.

Ademais disso, a doença pode surgir em conjunto com outras patologias de cunho emocional (depressão, pânico etc), uma vez que problemas psicológicos costumam se sintomatizar.

Quais são os sintomas da ansiedade?

É possível classificar os sintomas em físicos e psicológicos. Os sintomas físicos costumam ser palpitações ou dor no peito, respiração cansada, sudorese, boca seca e náuseas.

Os sintomas psicológicos, no entanto, são caracterizados por problemas para dormir, medo constante, dificuldade de concentração, irritabilidade e preocupação exagerada mesmo com problemas cotidianos e simples de serem resolvidos.

Em casos mais sérios o paciente pode apresentar sintomas de um ataque de pânico.

Quais são as causas?

Apesar de as causas não serem exatas, estudos mostram que a genética e algumas doenças podem ser causadores da ansiedade.

Problemas cardiovasculares, doenças hormonais e dores crônicas, igualmente podem causar ansiedade em seus pacientes.

Estresse e traumas psicológicos são, de mesmo modo, fatores de risco para a doença.

Como ocorre o diagnóstico e tratamento da ansiedade?

A ansiedade requer uma análise minuciosa e um profissional qualificado para diagnosticar o problema.

Na consulta, o paciente relata seus sentimentos, medos e sintomas, o profissional por sua vez, ouve e analisa o quadro.

Em caso positivo para ansiedade ou outra doença, o profissional inicia então o tratamento através de consultas periódicas.