bebê brincando na grama

Mitos e verdades: cuidados com o bebê

Respondemos algumas dúvidas frequentes sobre os cuidados necessários com o bebê, contudo, nada substitui uma consulta médica. Cada caso é único e portanto deve ser acompanhado por um médico especialista.

A chupeta entorta os dentes do bebê.

Depende. Durante o primeiro ano de vida do bebê, a chupeta dificilmente irá interferir na formação dentária, contudo, passados os 12 meses de vida, o uso excessivo da chupeta, pode começar a ocasionar problemas.

O bebê que dorme de barriga para cima pode engasgar dormindo.

Mito. A posição com a barriga para cima é a mais indicada e mais segura para bebês de até 1 ano de idade.

É normal a criança ficar doente quando começa a frequentar a escola.

Verdade. Em casa com a mãe, o sistema imunológico do bebê não é muito estimulado, no entanto, ir para a escola significa ter contato com outras crianças. Em suma, é normal que no primeiro ano de escola a criança fique gripada, com dores de garganta ou até com pequenas alergias. Esses problemas são de maneira geral, facilmente tratados e até mesmo essenciais para o desenvolvimento do sistema imunológico da criança.

A papinha deve ser batida no liquidificador.

Mito. Logo no início é comum que as mães batam a sopa com medo de seus filhos engasgarem, mas o que pouco se fala a respeito do assunto, é que o liquidificador além de quebrar as fibras dos alimentos, não estimula a criança a conheces as texturas dos alimentos. Especialistas indicam que os alimentos sejam amassados e ingeridos com calma, afim de apresentar sabores e texturas a seus filhos, e manter as fibras naturais dos alimentos.

O umbigo do bebê precisa permanecer coberto até que caia.

Mito. O único cuidado com o umbigo é a higiene, não há, no entanto, indicações para se manter o local coberto.

Recém-nascido não sente sede.

Verdade. Durante o período de amamentação materna, não há necessidade de dar água ao bebê. O leite materno é completo e por isso deve ser a única fonte de nutrientes durante um período determinado pelo médico.

criança com catapora

Catapora: entenda mais

O que é catapora?

A catapora ocorre, geralmente na infância e é contagiosa.

Apesar de ser popularmente dito que “só se pega catapora uma vez na vida”, há casos raros em que a imunidade diminui e o paciente pode adquirir o vírus novamente.

De forma geral é fácil de se tratar e não causa danos maiores a saúde. Contudo, por conta de as bolhas coçarem, é comum que as mesmas estourem, deixando possíveis marcas na pele.

Por mais que seja uma doença comum, é necessário tratar-la de maneira correta, com acompanhamento médico, pois o quadro pode evoluir e se tornar mais grave, ao exemplo de pneumonias ou meningite.

Sintomas da catapora:

O sintoma mais característico são pequenas bolhas avermelhadas que coçam. Contudo, é possível que o paciente possa ter febre, mal-estar e dores de cabeça antes ou durante o surgimento das bolhas.

As bolhas de maneira geral, surgem primeiro no abdômen e então se espalham pelo corpo todo.

O que causa a catapora?

A causa é um vírus altamente contagioso.

O vírus entra em contato com o corpo geralmente pelas vias respiratórias (tosse, espirros, compartilhamento de talheres e copos etc).

Em casos de pessoas que vivem na mesma casa (irmãos por exemplo), é importante que o cuidado seja redobrado, uma vez que a carga do vírus que pode ser transmitida é maior.

Tratamento:

O tratamento consiste na diminuição dos sintomas, uma vez que um corpo saudável possui defesas suficientes para combater o vírus sem auxílio de medicação. É importante não estourar as bolhas. É necessário que o paciente não tenha contato com outros indivíduos a fim de evitar a proliferação do vírus.

Em média o período de contato com o vírus é de 4 a 16 dias (período que o paciente não deve ter contato com outras crianças). Porém, os sintomas costumam surgir 1 ou 2 dias após o contágio.

criança com desnutrição

Desnutrição Infantil: mitos e verdades!

O que é desnutrição?

A desnutrição é um problema causado pela baixa absorção de nutrientes pelo organismo.

Dependendo da gravidade, pode ser dividida em primeiro, segundo e terceiro grau. Os casos mais graves têm consequências irreversíveis. Já os mais leves podem ser corrigidos com dieta adequada.

Sintomas da desnutrição:

Os sintomas são o crescimento abaixo do esperado, mudanças de comportamento, irritação, ansiedade, letargia ou mudanças no cabelo.

Além disso, a criança é mais magra e apática em muitos casos.

O que causa desnutrição?

A causa mais simples é o comer pouco, em quantidade ou qualidade insuficiente de calorias e nutrientes.

Há casos que ocorre devido ao aumento do gasto energético do corpo, fazendo a ingestão ser insuficiente ou doenças impedindo o paciente de absorver os nutrientes.

Tratamento

No caso de má alimentação a reeducação alimentar é o melhor tratamento. Todavia se a causa da desnutrição for alguma outra doença, o pediatra avaliará o caso.

Qual médico procurar?

Os três especialistas mais indicados: pediatra, nutricionista e endócrino, devem trabalhar em conjunto para casos mais graves.

As crianças de todas as idades podem comer frutos do mar?

Não! é aconselhável esperar até pelo menos os dois anos de idade para ingerir frutos do mar.

Café faz mal ou é parte da alimentação diária?

Tudo em excesso faz mal, contudo, no caso de crianças a cafeína mesmo em doses pequenas não é o ideal, troque o café por leite ou chá.

Falando sobre fazer mal, e a carne vermelha?

Apesar de estar na moda o “veganismo“, a carne vermelha é essencial para o crescimento e fortalecimento das crianças, mas, é sempre bom levar em conta a quantidade.

Bater a sopa ou amassar?

Muitas mamães tem medo de o seu filho engasgar e acabam batendo a sopa, todavia, para crianças que já saibam comer, é bom treinar a mastigação, amassando os ingredientes.

Devo utilizar pó multivitamínico na alimentação do meu filho?

Dependendo do caso o próprio pediatra irá indicar algum suplemento, todavia, é sempre melhor recorrer á componentes naturais como frutas e legumes.

criança com prematuridade

Prematuridade

O que é prematuridade?

A prematuridade acontece quando o bebê nasce com até 36 semanas e seis dias de gestação.

No Brasil, aproximadamente 9,2% dos nascimentos são considerados prematuros, e eles podem ocorrer, no entanto, em diferentes graus ou diferentes

Há crianças que mesmo prematuras nascem com a saúde perfeita.

Características da criança prematura:

As características da criança costumam ser a cabeça grande e desproporcional ao corpo, membros afinados e postura mais relaxada (uma vez que os músculos ainda não possuem a tendência para flexão dos membros).

A pele mais fina e órgãos genitais não totalmente formados são também algumas características de bebês prematuros.

Contudo, é comum nascerem com peso abaixo de 2kg (peso mínimo para o que a criança possa sair da maternidade)

O que causa a prematuridade?

A gestante pode apresentar diversas causas para condicionar o nascimento prematuro. São elas: infecção urinária, pré-eclâmpsia, retenção de líquido, descolamento de placenta, diabetes gestacional, distúrbios de tireoide, infecções, gravidez de gêmeos ou mais filhos, uso de bebidas alcoólicas entre outros.

Há casos, no entanto, em que a criança possui alguma doença que pode ocasionar a prematuridade.

Tratamento e cuidados com o bebê prematuro:

Bebês prematuros costumam nascer com dificuldade respiratória, baixo peso ou ainda estão em formação, nesses casos é necessário que o paciente permaneça na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI) afim de ser monitorado.

O tratamento depende das condições que o paciente nasceu, podendo haver necessidade do uso de medicamentos ou de cirurgias.

Os procedimentos mais comuns são a aspiração respiratória e a alimentação controlada para aumento de peso. Manter o bebê em uma encubadora aquecida, portanto, é uma das maneiras de evitar a perda de peso.

O calendário de vacinação é o mesmo para prematuros?

De maneira geral sim, porém, é importante perguntar a um médico sobre possíveis alterações devido a prematuridade da criança ou a imunidade mais baixa.