É rinite ou sinusite?

Rinite ou Sinusite? Os sintomas são parecidos e muitas vezes confundidos. Receber o diagnóstico correto, significa ter o tratamento adequado e consequentemente uma melhora mais efetiva. O especialista indicado para esses processos inflamatórios de vias respiratórias é o otorrino.

Embora muitas pessoas não procurem o médico por esse tipo de problema, quando não o fazem, o quadro pode piorar e levar a condições mais graves. Outro problema comum é o de se automedicar durante crises. Spays de corticoides apesar de aliviar os sintomas, podem obstruir o septo se não utilizados de maneira correta.

Rinite

A rinite se consiste na inflamação da mucosa que reveste o nariz e pode ser de curta ou longa duração. Alguns sintomas da rinite envolve a obstrução nasal (o popularmente chamado nariz entupido), secreção e dores na face. Alguns pacientes podem apresentar redução do olfato, coceira nos olhos e dores de ouvido.

O tratamento geralmente é feito com uma série de cuidados que envolve histamínicos (antialérgicos), descongestionantes nasais e soro fisiológico.

Sinusite

A sinusite apesar de ser uma inflamação, atinge os seios da face (as chamadas “maçãs do rosto”). As causas desse problema variam ente crises alérgicas e vírus. Quando a sinusite é crônica, as causas são associadas a problemas anatômicos como desvio de septo ou estreitamento da cavidade nasal.

Os sintomas são muito parecidos com o a rinite, isto é, obstrução nasal, redução do olfato e dores na face. Todavia, alguns sintomas como irritação na garganta, febre e tosse, são mais comuns na sinusite do que na rinite.

O tratamento é feito à base de corticoides, portanto, requer um especialista que acompanhe o quadro. Em caso de sinusite crônica, pode ser necessária cirurgia reparadora, feita por meio de videonasofibroscopia, ou seja, não necessita de cortes e a recuperação é muito mais simples.

cuidado com a audição

Como cuidar da sua audição

É comum que se fale a respeito da importância de cuidar do coração, da pele, do sistema digestório entre outros, porém, o que pouco se fala é sobre os cuidados com a audição.

Estamos diariamente expostos a barulhos de diversas frequências, são carros, máquinas, metrôs, fones de ouvido…mas como cuidar desse sentido tão importante em meio a tantos estímulos?

Já foi comprovado que a exposição a poluição sonora, pode causar surdez.

A surdez é caracterizada pela dificuldade em ouvir, ou a incapacidade de realizar o mesmo, porém, não só ruídos estão relacionados com o problema, mas também fatores genéticos e físicos, bem como o próprio processo de envelhecer.

Existe apenas um tipo de surdez?

Não, existem basicamente dois tipos, sendo que são classificados em condutivo e neurossensorial. O primeiro deles é caracterizado pelo bloqueio físico da transmissão do som, isto é, o tímpano não consegue vibrar por algum entupimento local ou anomalia física da estrutura.

O neurossensorial por sua vez, é caraterizado pela falha do nervo auditivo, ou seja, as vibrações do tímpano ocorrem como deveriam, contudo, a informação não chega ao cérebro por algum motivo que pode ser envelhecimento, infecções e ruídos muito altos.

Como prevenir a surdez?

É difícil prevenir o problema, uma vez que é inevitável se expor a barulhos na grande cidade ou impedir o envelhecimento, mas muitos especialistas indicam que seja feita uma avaliação anual da capacidade auditiva do paciente, afim de verificar alguma perda progressiva.

Protegendo a audição:

Alguns cuidados diários podem proteger seus ouvidos e até retardar o que algum problema venha a surgir. Tentar não se expor a ruídos altos, ou diminuir as horas de exposição, são o principal cuidado que todo devem tomar.

Fones de ouvido são um ponto importante, uma vez que podem tanto proteger a audição, quanto prejudicá-la. Quando se trata de isolamento acústico, os fones uma ótima maneira de evitar barulhos altos por longos tempos, haja vista que trabalhadores envolvidos em processos de altos ruídos, usam protetores auriculares para trabalhar. Contudo, ouvir música alta por longos períodos no fone de ouvido, pode prejudicar a audição.

apneia do sono

Apneia do sono: os sintomas são durante o dia

Apneia do sono

É uma parada respiratória curta, e geralmente, ocorre durante o sono, por isso o nome apneia do sono. O problema é potencialmente grave, contudo, muitos pacientes demoram a ficar cientes da condição, uma vez que os sintomas costumam ser confundidos com outras doenças.

Segundo o ministério da saúde, 30% da população brasileira adulta sofre com apneia.

Apneia obstrutiva do sono

É a forma mais comum do problema, ocorre quando o paciente dorme e relaxa os músculos da garganta, causando assim o bloqueio das vias respiratórias. Uma vez que as vias respiratórias estão bloqueadas, o cérebro recebe menos oxigênio e entende isso como uma ameaça ao organismo, por fim, o paciente é despertado naturalmente para que os músculos voltem ao seu estado normal.

Esse processo de acordar levemente ocorre diversas vezes durante a noite, e isso faz com que o paciente não entre em sono profundo, causando diversos problemas durante o dia do indivíduo, como sonolência e dores de cabeça.

Quais as causas da apneia do sono?

São diversas as causas, dentre elas as mais comuns são a obesidade, aumento das amígdalas e insuficiência cardíaca.

O excesso de peso é apontado como um fator pois depósitos de gordura podem obstruir as vias aéreas, no entanto, há pessoas magras que também apresentam esse acúmulo de gordura por outros motivos.

Quais os sintomas da apneia do sono?

Os sintomas geralmente são percebidos durante o dia, ou seja, durante a noite, o único indício é o ronco, mas esse pode surgir ou não.

Pacientes que sofrem com apneia podem acordar com dores de cabeça, boca seca e dificuldade de concentração.

Apneia do sono tem tratamento?

O objetivo do tratamento é manter as vias aéreas do paciente abertas. Os métodos podem ser diversos, desde reeducação alimentar até cirurgias para remoção de amídalas, adenoides ou para reparos ósseos.

laringite

Rouquidão pode ser laringite

O que é laringite?

A laringe é uma cavidade de parede membranosa e cartilaginosa, que abriga as cordas vocais, o problema ocorre quando essa cavidade sofre uma inflamação.

Na maioria das vezes, a inflamação surge rapidamente e não persiste por mais do que 15 dias, todavia, há casos crônicos que podem perdurar por mais tempo e requerem maior atenção.

O que causa a laringite?

A maioria dos casos ocorre por uma infecção viral ou por forçar demais a voz. O som é produzido com o abrir e fechar suave das cordas vocais, contudo, quando essas se inflamam, podem apresentar inchaço, provocando assim a distorção dos sons.

Os casos crônicos, no entanto, podem ser causados por refluxo gástrico, sinusite crônica e excesso de álcool ou tabaco.

Quais os sintomas da laringite?

Geralmente os sintomas são os de uma dor de garganta comum, sendo que pode ou não, incluir febre. A rouquidão é em suma o indício mais característico do problema.

Como ocorre o diagnóstico da laringite?

O diagnóstico requer um profissional qualificado, que durante a consulta poderá realizar exame físico para verificar a presença da laringite. Agende uma consulta.

É possível também que o médico realize exame de videolaringoscopia, que consiste em introduzir uma pequena câmera até a laringe, para que possa detectar nódulos e pólipos no local.

Existe tratamento para laringite?

Sim, existe tratamento e de maneira geral consiste em medicação e cuidados pessoais. É possível que o médico receite medicamentos para dor e antibióticos, todavia, é necessário descansar a voz e ingerir bastante água. Durante o tratamento é necessário não fumar e manter o ambiente úmido com vaporizadores ou bacias de água.

Há um meio de prevenir a laringite?

Sim, contudo, consistem em mudanças de hábitos diários como por exemplo deixar de fumar e não ingerir álcool em excesso. Em casos de pacientes que já sejam adeptos desse estilo de vida, pode ser necessário ingerir mais água e manter a região sempre úmida.

otite

Conheça os sintomas da otite

O que é otite?

O ouvido é complexo e possui diversas estruturas. Dentre elas há o ouvido médio, um espaço pequeno preenchido por ar que fica atrás do tímpano. Quando o ouvido infecciona, temos a otite.

O problema é doloroso e mais comum em crianças.

Otite Externa:

A infecção ocorre desde o canal do ouvido até a membrana no tímpano. Sua causa está associada ao uso de objetos para coçar o ouvido (cotonetes por exemplo) ou mergulhos em água contaminada.

Otite Média:

Comumente atinge o ouvido médio, todavia sua causa está em secreções do nariz, que sobem para o ouvido por meio da tuba auditiva.

Otite Interna:

É a mais grave de todas e atinge a parte mais complexa do ouvido. Pode, no entanto, causar dificuldade em ouvir e tonturas intensas.

O que causa a otite?

De maneira geral o problema é causado por algum vírus ou bactéria que infecciona uma estrutura do ouvido. Todavia, em alguns casos como dito anteriormente, secreções como as de gripe ou sinusites, também podem causar a otite.

Quais os sintomas da otite?

Geralmente a dor é o primeiro sintoma a ser percebido, contudo, em bebês esse sintoma pode ser difícil de ser percebido, alguns médicos, no entanto, dizem que os bebês podem puxar o ouvido como manifestação de dor.

Além disso, febre, perda de apetite, dores de cabeça e problemas para dormir também são indícios que surgem com o problema.

Em alguns casos, pacientes relatam sensação de pressão no ouvido ou zumbidos, além de problemas de equilíbrio.

Como é o tratamento da otite?

O tratamento é geralmente efetivo e pode ser feito apenas com uso de antibióticos. Casos de infecção recorrente, podem necessitar de drenagem de líquidos do ouvido.

Em quadros causados por secreção no nariz, o médico poderá investigar a presença de adenoides, ou seja, o problema poderá ser tratado ao evitar o acúmulo de secreção nasal.

Mulher com amidalite colocando a mão na garganta

Amidalite: quando eu devo operar?

O que é amidalite?

Também chamada de amigdalite, é a inflamação das amídalas (gânglios localizados na parte superior da garganta).

A função das amídalas, no entanto, é a dispersão de bactérias e germes que possam causar infecções.

Essa inflamação é muito dolorosa e causa no paciente dificuldade em falar e comer.

Quais são os sintomas da amidalite?

Os sintomas são geralmente dores de garganta, febre, dificuldade de engolir, falta de apetite e hálito forte.

Todavia, em casos mais sérios pode haver inchaço do pescoço.

A doença costuma durar poucos dias, contudo, é comum que o paciente volte com os sintomas constantemente.

O que causa amidalite?

A doença pode ser causada por vírus (o que é mais comum nas crianças), por bactérias (acomete mais jovens e adultos), ou pode se dar pela associação dos dois agentes.

Como ocorre a transmissão da doença?

A transmissão acontece após o contato com a saliva de uma pessoa com o vírus ou bactéria.

O contato pode ser com um bocejo ou tosse, ou até mesmo com o simples ato de cumprimentar alguém.

Como é feito o tratamento?

O tratamento pode ser feito através de medicamentos e cirurgia (de remoção dos gânglios) em casos mais graves.

Qual o especialista responsável pelo trato da amidalite?

O especialista é o otorrino, porém, geralmente o clínico geral e o pediatra são os médicos que encaminharão o paciente ao otorrino.

Quando é indicado realizar a cirurgia de remoção da amídala?

A cirurgia não apresenta riscos ao paciente, porém, como todo procedimento, o uso de anestesias e a mudança fisiológica que o corpo sofre são questões a serem levadas em conta quando optar pela cirurgia.

Realizar a cirurgia ou não depende muito do caso de cada paciente, porém, há contraindicações para pacientes com anemia ou com má formações na boca ou maxilar.

É verdade que retirar as amídalas ocasiona uma diminuição do sistema imunológico?

Por se tratar de uma mudança fisiológica do corpo, é comum que de início o corpo reaja com a falta dos gânglios, contudo, a cirurgia, de forma geral, retira apenas 2 amídalas o que não gera consequências maiores.

mulher com desvio de septo

Desvio de Septo: como é a cirurgia?

O que é desvio de septo?

O nariz possui duas narinas, e essas são separadas por uma estrutura chamada “septo”. Por algum motivo essa estrutura pode sofrer uma distorção. Esse desvio só é considerado um problema quando interfere na respiração do paciente.

O desvio de septo é um dos causadores do ronco.

Há pessoas, no entanto, que procuram a cirurgia de reparação por motivos estéticos.

Quais as causas do desvio?

As principais causas são a predisposição genética e traumas após processos inflamatórios.

Como ocorre o diagnóstico?

O diagnóstico é feito com análise clínica, ou seja, os exames laboratoriais geralmente servem para mostrar ao médico o nível do desvio apenas.

Quais os sintomas mais comuns do desvio de septo?

Os sintomas podem muitas vezes não aparecer, todavia, quando surgem, podem ser de variados graus. O desvio, contudo, é visível em muitos casos.

Obstrução nasal, ronco, inflamações no nariz, ouvido e garganta, além de dores de cabeça e respiração pela boca, geralmente são os sintomas mais comuns para quem sofre com esse problema.

Qual é o tratamento?

Em casos leves pode ser que não haja necessidade de um tratamento, todavia em casos mais complexos o paciente poderá realizar uma cirurgia de correção.

Como é a cirurgia do desvio de septo?

A cirurgia costuma ser simples e durar menos de 2 horas.

Durante o procedimento, é feito um pequeno corte dentro no nariz, portanto, não ficam cicatrizes. O médico faz então o alinhamento do septo e fecha o corte.

O pós cirúrgico, de maneira generalizada, é simples apesar de ser um pouco incômodo. Por conta dos cortes internos, o nariz pode ficar obstruído nos primeiros dias.

Além de pequenos sangramentos nasais, a garganta também pode incomodar e ficar um tanto irritada, porém, os sintomas costumam passar em menos de uma semana.

Os resultados cirúrgicos costumam ser excelentes, mas principalmente em crianças pode ocorrer de o desvio voltar com o passar nos anos.

Mulher tentando dormir ao lado do marindo que ronca

Ronco: todos merecem dormir

O que é o ronco?

Conhecemos como ronco, o “barulho” emitido durante o sono. O ronco passa, no entanto, a ser um problema real quando o barulho é intenso ou seguido de apneia.

Apesar de o paciente conseguir dormir normalmente com o seu próprio ronco, geralmente o parceiro ou pessoas que durmam próximas ao indivíduo tem seu sono prejudicado por conta do barulho alto.

Os ruídos do ronco ocorrem quando a passagem de ar é dificultada. O som em si, não traz problemas ao paciente, mas é preciso investigar sua causa e descartar a presença de apneia do sono (parada respiratória curta durante o sono).

Você sabia? homens roncam mais do que mulheres

Quais os sintomas?

O sintoma mais fácil de se identificar é o som produzido ao dormir (percebido geralmente por pessoas que durmam próximas ao paciente).

Todavia, a apneia pode apresentar sintomas como dores de cabeça, irritabilidade, fadiga e cansaço mesmo após dormir por horas seguidas.

O que causa o ronco?

O ronco pode ocorrer devido a flacidez dos músculos da garganta, desvio de septo, amídalas ou adenoides aumentadas, rinites, sinusites ou até mesmo como uma resposta do corpo ao envelhecer.

Assim como quase todas as doenças, há fatores de risco que aumentam as chances de desenvolver o ronco, dente ele é comum a obesidade, o refluxo, ingestão de bebidas alcoólicas e tabagismo.

Tratamentos:

Reeducação alimentar em conjunto com a prática de exercícios podem ser a chave o tratamento de diversas patologias, entretanto em casos mais graves é possível que o tratamento mais eficaz seja a cirurgia.

Em pacientes com apneia, pode ser utilizado o CPAP para dormir (aparelho que auxilia na respiração).

Qual o especialista que devo procurar?

O otorrino é o especialista mais indicado, porém, dependendo da causa, a nutricionista também pode ajudar o paciente.