menopausa

Atenção durante a menopausa

A menopausa é um período transitório, onde a mulher encerra seu período de vida fértil. Sabe-se que é um período complicado e sintomático, todavia, é possível amenizar os efeitos.

Atividade física

Realizar atividade física é benéfico em todas as fases da vida, contudo, durante o período da menopausa, exercícios como caminhada, hidroginástica, pilates e musculação, tem efeito positivo em relação a qualidade de vida da mulher. Além de auxiliar no controle do peso, fortalece os ossos e melhora o sistema cardiovascular.

Qualidade de sono

Um dos primeiros efeitos da menopausa é a queda no estrogênio e a queda desse hormônio pode causar insônia e dificuldades para dormir. Quando a qualidade do sono é afetada, diversos problemas de saúde começam a surgir, como a falta de concentração, a diminuição na libido e a fadiga.

Tentar manter horários padrões para dormir e acordar, desligar aparelhos eletrônicos, e manter o ambiente escuro e sem barulho, podem ser métodos eficazes manter uma boa qualidade de sono.

Alimentação

Algumas pequenas mudanças na alimentação podem auxiliar muito para que os sintomas da mulher sejam amenos. A primeira medida indicada é diminuir o sódio na alimentação, uma vez que isso auxilia a controlar o inchaço. Aumentar o consumo de alimentos ricos em magnésio (peixes por exemplo), reduz a fadiga e a irritabilidade características do período da menopausa.

Acompanhamento médico

Os sintomas da menopausa são diversos e variam de acordo com cada mulher, por isso, é importante manter uma rotina de consultas com um especialista, afim de certificar que os sintomas não estejam indicando outras doenças como diabetes e osteoporose.

A partir dos 50 anos, os médicos indicam fazer check-up anual completo, que pode tanto diagnosticar previamente doenças silenciosas da terceira idade, como prevenir o surgimento de diversos problemas de saúde.

enxaqueca menstrual

Enxaqueca menstrual

A enxaqueca é caracterizada pela dor intensa e latejante, que pode ocorrer em um lado da cabeça apenas ou em ambos. A dor pode vir acompanhada de sensibilidade a luz e cheiros, náuseas, formigamentos e tonturas, em alguns casos a dor na cabeça pode gerar dores em outras partes do corpo também.

A enxaqueca menstrual

A enxaqueca menstrual costuma ocorrer em até 2 dias antes do início da menstruação ou dois dias depois. O problema só é considerado quando as dores ocorrem com uma frequência mensal.

As crises de dor variam muito de mulher para mulher, por isso é interessante anotar quando os sintomas surgem e em qual intensidade, para que o especialista pode prescrever o melhor tratamento.

Outro fator variável é a idade com que o sintoma surge, há meninas que apresentam quadros de enxaqueca ainda na menarca (primeira menstruação), há aquelas que sentem dor quando próximas da menopausa ou em qualquer outro momento de vida.

Durante o ciclo menstrual, os hormônios da mulher alteram seus níveis e isso é a principal causa das dores de cabeça. Mulheres que possuem cistos, endometriose ou que possuem menstruação irregular, são mais propensas a ter enxaqueca.

Tratamento para enxaqueca menstrual

O uso de medicação para controle da dor, é geralmente prescrito pelo médico, contudo, esse tipo de medicação não é um método curativo, por isso as vezes é necessário fazer uso de anticoncepcionais hormonais do DIU para acabar com as dores. Procure um médico e conheça os possíveis tratamentos.

Qual médico procurar?

O diagnóstico e tratamento da enxaqueca menstrual, pode ser realizado em parceria de um neurologista com um ginecologista, uma vez que o primeiro trata da cefaleia, e o segundo dos quesitos hormonais da mulher.

aborto

6 dúvidas sobre o aborto

O que é um aborto espontâneo?

O aborto é caracterizado pela gestação que é interrompida de forma natural, até a 22ª semana de gestação. Quando a gestação se interrompe antes da 12ª semana, é considerada precoce, após esse período é chamada de tardia.

Quando se diz que a gestação é interrompida de forma natural, quer dizer que o processo ocorreu sem uso de medicação, ou seja, o próprio organismo da mulher rejeitou a gravidez.

Abortar é considerado normal?

Para a medicina é normal que a primeira gestação da mulher seja abortada, contudo, caso a segunda também seja interrompida, é necessário investigar o problema mais afundo e possivelmente buscar tratamentos antes de engravidar novamente.

Problemas no pai, podem estar relacionados ao aborto?

Sim, ao contrário do que se pensava antigamente, não são só as condições da mãe que podem causar o aborto. Estudos indicam que homens acima de 55 anos, possuem uma taxa maior de abortamentos.

É possível abortar sem perceber?

Muitas mulheres já sofreram um aborto espontâneo e não souberem, estima-se que 75% dos abortos ocorrem antes que o óvulo fertilizado chegue ao útero, sendo assim, o processo abortivo ocorre semelhante a uma menstruação e a mulher não reconhece o ocorrido como um aborto.

Mulheres que já abortaram mais de uma vez podem engravidar?

É necessário investigar as causas dos abortos anteriores. É possível que a paciente engravide caso seja descoberta a causa do problema e essa seja tratada, todavia, ter mais de um aborto, é um fato de risco para que a mesma situação ocorra outras vezes.

Realizar o pré-natal reduz o risco de aborto?

Sim, realizar o pré-natal é um método não só de prevenir o aborto, mas de garantir a saúde da mãe e da criança. Muitas vezes o processo está relacionado com má formação do feto ou problemas de saúde da mãe, e ambas as situações podem ser controladas durante consultas com o obstetra.

gravidez ectópica

Gravidez ectópica: o que é?

O que é gravidez ectópica?

Toda gravidez, começa com um óvulo, que se fertiliza, contudo, isso deve ocorrer no interior do útero. Nos casos ectópicos, esse óvulo fertilizado, se encontra em outros lugares, como por exemplo nas trompas, que são o canal entre os ovários e o útero.

Esse tipo de gravidez não pode ser levado adiante, ou seja, o ovo fertilizado não pode continuar a se desenvolver, uma vez que traz grande risco de vida para a mãe. Procure um médico.

O que causa a gravidez ectópica?

A causa mais comum é algum dano na tuba uterina, sendo que esse dano, faz com que o óvulo fique preso no caminho até o útero. Danos a tuba uterina, são comumente originados com uso de tabaco ou com o desenvolvimento de doenças inflamatórias pélvicas.

Alguns fatores como a idade avançada da mãe (após os 35 anos de idade), histórico de DST e uso inadequado do DIU, contribuem para que a gravidez seja ectópica.

Quais os sintomas da gravidez ectópica?

Logo no início, os sintomas são iguais aos de uma gravidez normal, ou seja, atraso na menstruação, enjoo, seios inchados e fadiga.

Todavia, com a evolução do problema, a mulher pode apresentar hemorragia vaginal e dor abdominal, como indícios específicos da gravidez ectópica.

Tratamento para gravidez ectópica

O tratamento depende do quadro geral da paciente e do estágio de evolução da gravidez quando diagnosticada. De maneira geral há dois tipos de tratamento para o problema, sendo o primeiro deles medicamentoso e o segundo cirúrgico.

O uso de medicação tem como intuito induzir a paciente a realizar um aborto, e geralmente esse método é usado quando o embrião ainda não possui atividade cardíaca. A cirurgia, no entanto, é utilizada em casos de maior gravidade ou urgência, ocorrendo de modo a retirar o óvulo fertilizado de onde ele está.

É importante dizer, que após uma gravidez ectópica, as chances de as próximas gestações serem ectópicas também, é muito grande, por isso é importante realizar o acompanhamento médico após tratar o problema a primeira vez.

cistos no ovário

Cistos nos ovários

O que é um cisto no ovário?

Cistos são pequenas bolsas, cheias de líquido, que nesse caso, se formam dentro do ovário ou sobre o mesmo.

A maioria dos cistos surge durante a idade fértil da mulher, isto é, no período entre a menarca e a menopausa. Todos os meses, um óvulo é liberado, quando esse óvulo não é liberado e permanece no folículo, origina-se o cisto folicular.

Quais os sintomas de cistos nos ovários?

Os indícios do problema variam entre dor e menstruação irregular, todavia, exames laboratoriais de imagem ou clínicos, são o único método de comprovar os cistos, ou seja, apenas uma análise dos sintomas não é o suficiente para comprovar a doença.

De maneira geral, não há sintomas além dos citados, sendo raras os pacientes que relataram inchaço abdominal e dor ao evacuar.

Como ocorre o diagnóstico dos cistos nos ovários?

Apesar de o problema poder ser identificado com exame pélvico, é necessário realizar exames de imagem (ultrassonografia por exemplo), para determinar o tamanho do cisto e as especificações do mesmo.

Qual o tratamento para cistos nos ovários?

O tratamento depende do quadro geral da paciente, ou seja, do tamanho do cisto, da idade da mulher, dos sintomas e até mesmo se a mulher já possui filhos ou ainda deseja ter. Algumas vezes, é possível que o problema desapareça sozinho, não necessitando assim de intervenção medicamentosa ou cirúrgica.

Em casos que o problema persista por um certo período de tempo, pode ocorrer de o uso de medicamentos que evitem novos cistos, sendo que a medicação mais comum nesses casos é o anticoncepcional.

Quando há necessidade de recorrer a intervenção cirúrgica, essa pode ocorrer de modo a retirada dos cistos. Em casos mais graves, a retirada do próprio ovário. Em casos de cistos cancerígenos, pode ocorrer a retirada de ambos os ovários.

Sindrome do ovário policistico

SOP: Síndrome do ovário policístico

O que é essa a síndrome do ovário policistico?

Os ovários são responsáveis por produzir hormônios e armazenar óvulos. Uma vez que os ovários passam a criar cistos, temos a chamada síndrome do ovário policístico (SOP).

Os cistos surgem em decorrência do aumento do nível de hormônios masculinos (testosterona) no corpo da mulher. Vale dizer que todas as mulheres possuem um pouco de testosterona, porém, em pacientes com a síndrome, os níveis são elevados.

Quais os sintomas da síndrome do ovário policistico?

O sintoma mais fácil de se notar é a menstruação desregular ou quase inexistente. Mas, apesar disso, acne, obesidade, infertilidade e pelos em demasia são comuns também.  

Problemas que surgem junto:

Assim como diversas doenças, o problema não é isolado, ou seja, pacientes com a síndrome do ovário policístico são propensas a ter obesidade, colesterol e diabetes com maior facilidade.

A infertilidade também pode vir junto como mais um desafio a ser enfrentado pela paciente.

Diagnosticando os cistos

O diagnóstico requer exames laboratoriais como o ultrassom. O exame busca folículos no ovário, portanto, deve ser realizado entre o terceiro e quinto dia de menstruação.

Mulheres que apresentem folículos sem desordens de ovulação ou hiperandrogenismo, não são consideras pacientes com SOP.

Para auxiliar o diagnóstico, é importante que a paciente mantenha anotado o histórico de seu ciclo menstrual.

O que causa essa doença?

A causa é desconhecida, todavia sabe-se que pode haver uma predisposição genética para a doença.

Qual o tratamento da síndrome do ovário policístico?

O tratamento geralmente é feito através de medicamentos. Em casos que sejam mais graves ou prejudiciais á saúde da mulher, o médico pode realizar uma cirurgia de remoção dos cistos ou do ovário.

Manter uma boa dieta e uma rotina de exercícios, também fazem parte da regulação hormonal.

Qual médico procurar para tratar a síndrome do ovário policistico?

A princípio, o ginecologista será o médico que irá diagnosticar a doença (por se tratar de uma irregularidade no sistema reprodutor feminino), todavia, por ser uma doença causada por fatores hormonais, o endocrinologista também auxilia o tratamento.

Utero

Endometriose: existe apenas um tipo?

O que é endometriose?

A endometriose é um problema que surge em decorrência do aumento da mucosa do útero, ou seja, essa mucosa cresce para outras regiões do corpo (pelve, ovários, intestino, reto etc.).

Apesar de acometer muitas mulheres, é necessária uma atenção, uma vez que pode causar dor e infertilidade.

Há quantos tipos de endometriose?

Há no total, seis tipos, que variam de acordo com as áreas do corpo que são atingidas pela mucosa. A chamada Superficial atinge os órgãos da cavidade abdominal e pélvica, já a Ovariana, como o próprio nome sugere, atinge os ovários.

Existe também a Endometriose Profunda, que tem como característica uma infiltração na parede de algum órgão que ultrapasse cinco milímetros. A Endometriose de Septo Retrovaginal por sua vez, atinge o tecido que separa internamento a vagina e o reto.

Endometriose de Parede é o nome dado quando a mucosa acomete a parede abdominal, localizada perto do umbigo. Por fim, a Pulmonar (forma mais rara e possivelmente mais grave da doença), se localiza nos pulmões.

O que causa endometriose?

O período menstrual é composto por diversas mudanças hormonais e físicas nas mulheres, dessa forma há o período em que a mucosa do endométrio aumenta, de maneira a se preparar para receber um óvulo fecundado. Por algum motivo ainda desconhecido, as células responsáveis pelo aumento do endométrio podem se desenvolver de maneira desordenada ou em locais inapropriados.

Quais são os sintomas da endometriose?

De maneira geral os sintomas vão desde cólicas e dores abdominais até fadigas e diarreia. A dor durante a relação sexual é um sintoma facilmente percebido também.

Os sintomas podem variar de acordo com o tipo de endometriose que a paciente apresenta.

Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico requer exames clínicos de toque, ultrassonografia ou ressonância magnética.

Qual é o melhor tratamento para a endometriose?

 O tratamento varia de acordo com a gravidade da doença, idade da paciente e até mesmo se a mulher deseja ter filhos, mas medicamentos e cirurgia são os métodos mais utilizados. Em casos extremos pode haver necessidade de retirar os ovários.

Miomas

Miomas uterinos: São todos iguais?

O que é mioma uterino?

Mioma é o nome simplificado de tumores benignos (não cancerígenos). Esses tumores costumam ser pequenos e atingir cerca de 50% das mulheres entre 30 e 50 anos. Por ser benignos, geralmente não trazem risco a saúde da mulher.

Toda mulher tem em seu útero um tecido muscular liso chamado miométrio, contudo, quando uma célula desse tecido se divide de maneira desenfreada ou desordenada, nascem os pequenos miomas.

Em suma, o problema varia de um organismo para o outro, há casos em que o tumor cresce rapidamente e há vezes que o processo é lento ou estagnado.

Quais os tipos de miomas?

Miomas Suberosos:

Localizados na parte mais externa no útero, é comum que cresçam “para fora”. No entanto, por conta de sua localização pode causar desconforto na mulher, mas o ciclo menstrual não é afetado.

Miomas Pediculados:

Conectados a superfície uterina, esse tipo de mioma não costuma apresentar sintomas, mas requerem uma atenção especial, uma vez que pode repentinamente causar dor aguda e assim ser necessária cirurgia emergencial de remoção.

Miomas Intramurais:

Localizados no interior da parede do útero, fazem com que esse se expanda, causando assim o aumento do órgão. Apesar de ser o tipo mais comum, também requer atenção por causar dor, sensação de peso e aumento do fluxo menstrual.

Miomas Submucosos:

Crescem na parte mais profunda do útero, apesar de serem pouco comuns causam períodos menstruais longos e intensos.

Miomas intracavitários:

Localizados no interior do útero, esse tipo de mioma costuma gerar pequenos sangramentos entre os períodos menstruais e cólicas.

Como é feito o diagnóstico do mioma?

Após consulta com um ginecologista e análise clínica dos sintomas, é necessário exame laboratorial para comprovar a existência do mioma e seu tipo. O exame mais comum, no entanto, é o ultrassom transvaginal.

Existe tratamento para mioma uterino?

Sim, e consiste no uso de medicação hormonal, mas em casos mais graves pode ser necessário cirurgia. O tratamento geralmente é efetivo.