dor articular

Dor Articular

Só quem sofre com dores articulares sabe como atividades simples de rotina, podem ser um grande desafio diário.

Ombros, costas, cotovelos, quadris, joelhos, tornozelos e pés…. Qualquer local que seja a dor, o problema atrapalha a vida e requer atenção médica.

Muitas vezes as dores estão associadas a problemas nas articulações, nos tendões e até nos músculos.

O paciente sofre, e aqueles que convivem junto também. Mas o problema pode ter tratamento.

Dores articulares afetam movimentos, isto é, andar, levantar, pegar objetos em locais altos ou baixos e até mesmo subir escadas.

O que causa as dores articulares?

As dores articulares costumam ser causadas por doenças como a artrite reumatoide e a gota, contudo, hepatite, sarampo, caxumba, rubéola e até mesmo a gripe, podem ter como sintomas, dores articulares.

As dores aumentam nos períodos de frio?

Na verdade, não são as dores que aumentam, mas sim o paciente que se mostra mais sensível em baixas temperaturas. Quando a temperatura está mais amena os reflexos musculares se tornam mais lentos, o que pode causar a sensação de dor mais intensa no paciente.

É normal sentir dor após fazer atividade física?

Por vezes uma dor leve nos músculos é normal, mas em se tratando de articulações, essas nunca podem manifestar sintomas de dor. Se sentir dor articular após a realização de algum exercício, é importante procurar um médico com urgência, afim de descartar uma lesão mais séria e prevenir danos maiores.

Tratamentos:

Alguns casos mais graves, podem necessitar de infiltrações de anestésicos e corticoides, diretamente na região da dor, afim de, impedir a progressão acelerada da inflamação, diminuir o inchaço e aliviar dores.

Principais benefícios do tratamento

Diminuição da dor: por conter anestésicos, a dor local diminui com efeito quase imediato após a aplicação.

Combate a inflamação: os corticoides têm a função de combater inflamações que estão causando dor. 

Melhora na movimentação: quando é aplicado ácido hialurônico, esse componente é capaz de retardar o desgaste da articulação, isto é, ajuda o paciente a retomar sua mobilidade.

Qualidade de vida: com as aplicações e a diminuição da dor, o paciente pode retomar suas atividades diárias

homem com gota na mão

Gota: sintomas e tratamentos

O que é gota?

Também chamada de doença dos reis, ocorre quando as articulações se inflamam, em decorrência da taxa de ácido úrico elevado no sangue.

Gota primária

Causada por um erro no metabolismo, é a forma mais comum do problema, pode ser uma consequência da hiperprodução de ácido úrico ou por um defeito na excreção do urato.

Gota secundária

Surge juntamente com a evolução de outras doenças como a leucemia, linfomas, psoríase etc. Surgem também com o uso de medicamentos como diuréticos ou quimioterápicos.

Gota aguda

A fase aguda do problema, se apresenta em forma de dor súbita, e geralmente acomete os dedos dos pés. Durante essa crise, o paciente pode apresentar febre e calafrios.

Gota no período intercrítico

Essa fase, no entanto, se caracteriza por um período assintomático do problema, sendo que, esse período pode durar de seis messes até 10 anos.

Gota crônica

Caracterizada por longos períodos de dor, é responsável por causar deformidades e por limitar a mobilidade do paciente.

O que causa a gota?

Quando uma grande quantidade de ácido úrico se acumula ao redor de uma articulação, cristais são formados. Esses cristais causam inchaço e inflamação.

Alguns fatores de risco como a ingestão excessiva de álcool, hipertensão e diabetes, contribuem para o surgimento da doença.

Além disso, observado também que homens apresentam o quadro consideravelmente com mais frequência do que mulheres.

Quais os sintomas da gota?

Os sintomas surgem de forma repentina, e vem geralmente em forma de dor, vermelhidão e inchaço da área afetada. Outro indício da doença, é o surgimento de caroços principalmente nas articulações.

Existe tratamento para gota?

Sim, existe tratamento e de maneira geral consiste em analgésicos para dor, até que se encontre uma maneira de regular o ácido do sangue.

Em casos mais graves, o médico responsável pode recorrer a tratamento cirúrgico, que tem como objetivo, devolver a mobilidade do paciente.

paralisia muscular

Paralisia muscular

O que é paralisia muscular?

A paralisia muscular é quando um grupo de músculos se contrai involuntariamente, ocasionando assim a incapacidade ou redução de movimento do músculo atingido. O problema é geralmente associado a doenças neurológicas.

A paralisia pode ser dividida em dois grupos, e são eles parcial e total. A parcial, como o próprio nome sugere, afeta apenas uma parte ou um lado do corpo, sendo assim, é comumente associada a derrames ou lesões raquimedulares.

Os casos de paralisia total, no entanto, são decorrência de lesão medular grave ou lesões completas da coluna. Esses casos também podem ser chamados de tetraplegia, quando os 4 membros do paciente são afetados.

Quais as causas da paralisia muscular?

De maneira geral, há dois grupos de doenças que levam pacientes a esses problemas, doenças do sistema nervoso ou doenças musculares.

Alguns exemplos de doenças do sistema nervoso são: esclerose lateral, avc, lesão medular e paralisia de Bell.

As doenças musculares, no entanto, são: miopatia, distrofia e poliomiosite.

Existe tratamento para a paralisia muscular?

Existe tratamento, porém, em muitos casos não é curativo, e sim utilizado para controle dos sintomas. Há diversas opções de tratamento, no entanto, o método escolhido requer uma análise clínica do quadro do paciente.

Apesar de diversos médicos serem aptos para diagnosticar e tratar a doença, porém, a medicina fisiatra vem se mostrando muito efetiva para pacientes com problemas de mobilidade.

O tratamento pode variar desde medicamentos e cirurgias até sessões de fisioterapia e hidroterapia, contudo, a aplicação de TOXÍNA BOTULÍNCA é um dos métodos mais utilizados nos dias de hoje, por se mostrar efetivo e prático.

Saiba mais sobre a aplicação terapêutica da toxina botulínica.

acondroplasia

Acondroplasia ou nanismo?

O que é acondroplasia?

Comumente chamada de nanismo, é a forma mais comum de displasia esquelética. Displasias são condições geneticamente predefinidas, caracterizadas pela baixa estatura e membros menores e desproporcional ao tamanho do corpo.

O que causa a acondroplasia?

De maneira geral, muitas mutações genéticas não são conhecidas, e não é diferente com as mudanças no gene FGFR3, causador do nanismo. Esse gene, é o responsável pela maturação da cartilagem óssea, ou seja, pelo crescimento do neonato.

A herança genética, é, todavia, um fator que contribui fortemente para que o surgimento da doença, isto é, pais com acondroplasia, possuem 50% de chance de terem filhos na mesma condição.

Quais os sintomas da acondroplasia?

As características são em suma físicas, e muitas vezes podem ser diagnosticadas durante a ultrassonografia pré-natal, por isso é importante consultar um médico.

Durante o período de gravidez, os exames de rotina são capazes de mostrar um encurtamento ósseo do feto, indicando assim a presença da doença.

Após o nascimento, as diferenças estruturais e físicas ficam mais evidentes. É possível observar a baixa estatura, os membros inferiores e superiores encurtados e os dedos das mãos menores do que o normal,

É comum que a circunferência da cabeça seja maior em indivíduos com nanismo, e essa característica também pode ser observada desde o nascimento.

Com o crescimento da criança, observa-se uma limitação da articulação do cotovelo e uma hipermobilidade dos joelhos e do quadril. A criança pode apresentar dificuldades motoras, ou seja, dificuldade em sentar e andar.

Existe tratamento para acondroplasia?

De maneira geral, por se tratar de uma mutação genética, não há tratamentos curativos, mas é possível que o médico responsável, indique tratamento com o uso de hormônios do crescimento.

Alguns casos necessitam de cirurgia para corrigir deformidades ósseas, porém, cada caso é único, e o acompanhamento médico deve ser contínuo.

Pessoa com lesão medular

Lesão Medular: E agora?

O que é lesão medular?

A medula espinhal é a parte mais vital do sistema nervoso central. Qualquer dano ou trauma nessa área ou nos nervos de sua extremidade, são chamados de “lesões medulares”.

Existe mais de um tipo de lesão?

Sim, há mais de um tipo de lesão. A classificação é feita através do nível de comprometimento motor que o paciente sofreu, ou seja, o quanto seus movimentos foram afetados.

Na lesão incompleta, o paciente é capaz de realizar atividade motoras após o trauma, porém, na lesão completa, há uma perda de movimento.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem variar de acordo com a causa do trauma, entretanto é comum que o paciente apresente dor (na área atingida), dormência de partes do corpo, espasticidade (distúrbio de movimento) e até mesmo paralisia em casos graves.

Quais as causas mais comuns?

Dentre as causas mais comuns estão quedas de grandes alturas, acidentes de automóveis, ferimentos de bala e choques elétricos.

Como é feito o tratamento da lesão medular?

Antes de haver um tratamento é necessário que haja um atendimento de socorro imediatamente após o trauma. Posteriormente, o tratamento pode envolver cirurgias, medicamentos, aplicação de toxinas e fisioterapia.

A lesão medular pode ser uma das responsáveis pela espasticidade, no Instituto Bem Estar, é possível realizar o tratamento dessa condição. Saiba mais

E agora?

Se você sofreu algum trauma que levou a uma lesão medular, após o atendimento de socorro é necessário que haja um acompanhamento médico. Juntamente a fisioterapia, é possível que o médico prescreva diferentes medicamentos orais e injetáveis. Entretanto, cada caso é único, por isso é importante se consultar regularmente e acompanhar o quadro.

Pessoa com Hemiplegia

Hemiplegia: paralisia parcial

O que é hemiplegia?

Hemiplegia é o nome dado à presença da falta de movimento que atinge apenas um dos lados do corpo, deixando assim, a área afetada completamente prejudicada.

Em alguns casos, pode ocorrer no entanto o comprometimento dos músculos do rosto, podendo levar à assimetria, com a presença de boca torta.

Como é a paralisia?

Geralmente, o lado afetado tende se contrair de forma involuntária, ou seja, dificulta os movimentos dos braços e das pernas, atrapalha no equilíbrio, prejudica a vida do paciente e, em muitas situações, gera grande desconforto e dor.

O que causa?

As principais causas são as doenças que afetam o cérebro, como o acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame.

O traumatismo craniano ou traumatismo crânio-encefálico (TCE), e os tumores cerebrais, também são, possíveis causas.

Quando há no entanto, um dano cerebral na infância, a hemiplegia pode estar associada a um quadro de paralisia cerebral.

Há apenas um tipo de hemiplegia?

Não, há mais de um tipo, sendo a mais comum, aquela chamada de hemiplegia espástica. Ela tem como característica a presença de rigidez e fraqueza muscular, levando a dificuldade em se realizar os movimentos do corpo e provocando importante impacto na capacidade da pessoa em realizar suas atividades e na sua qualidade de vida.

Há também a hemiplegia flácida, onde não há rigidez muscular, mas uma falta completa da contração do braço ou perna.

Qual médico procurar?

O médico mais adequado para o acompanhamento da hemiplegia depende da sua causa, entretanto, quando há um comprometimento da capacidade de realizar alguma tarefa, especialmente nas situações em que há a hemiplegia espástica, o acompanhamento pelo médico fisiatra é fundamental.

Tratamento para a paralisia:

De forma geral, o tratamento exige uma abordagem multidisciplinar e requer mais de um especialista.

É fundamental que ocorra o uso de combinado de recursos não medicamentosos, juntamente com o do uso de medicação como a toxina botulínica.

homem em cadeira de rodas por conta de esclerose múltipla

Entenda a esclerose múltipla

O que é esclerose múltipla?

A esclerose múltipla é uma doença autoimune que é caracterizada por uma disfunção do sistema imunológico que passa a “atacar” o próprio corpo, causando assim lesões.

Para que haja o bom funcionamento do sistema nervoso do corpo e consequentemente dos movimentos, é necessária uma comunicação efetiva entre o cérebro e a medula espinhal.

Pacientes com esclerose, possuem essa comunicação “falhada”, ou seja, as lesões interferem na passagem de dados entre os órgãos do sistema nervoso central.

O que causa a esclerose?

As causas ainda não são conhecidas, todavia, estudos mostram que a predisposição genética atua como um fator de risco.

Quais os sintomas mais comuns da esclerose?

Por se tratar de uma doença autoimune, não há uma regra para os sintomas, sendo então cada caso único.

Contudo, sabe-se que apresentar visão turva, formigamentos, perda de força, dificuldade de equilíbrio e espasmos musculares, são muito comuns a maioria dos pacientes.

Ademais dos indícios citados, por acometer o cérebro, é possível que portadores da doença sofram com dificuldades cognitivas (concentração, fala, dificuldade de aprendizagem etc)

Qual especialista procurar para tratar a esclerose?

Apesar de diversos profissionais serem capacitados para tratar pacientes com essa doença, o fisiatra é um profissional que altamente qualificado para tratar a esclerose múltipla.

Mas existe cura para a esclerose?

A doença ainda não possui cura, todavia, há diversos tratamentos que auxiliam o paciente a controlar seus sintomas.

Convivendo com a esclerose:

Por não haver cura, é essencial manter um acompanhamento médico de qualidade. Mas ainda assim há procedimentos que ajudam o paciente em seu dia a dia.

Manter uma boa dieta, é talvez a mudança mais simples que garante um corpo nutrido e um peso saudável. A fisioterapia também se mostra efetiva nesses casos.