Conhecendo o Estresse Pós-Traumático
Neste problema é tão importante identificar um fator externo como identificar os sintomas apresentados, pois sua definição depende da sintomatologia e a evolução tanto quanto da existência de um ou fator estressante grave.
Diferentemente das outras doenças abordadas, nas quais fatores estressantes em geral relativamente pouco graves influenciam o quadro clínico, mas nem sempre é possível atribuir-lhes o peso de serem a causa, pela necessidade de se levar em consideração fatores individuais, neste caso admite-se que sua ocorrência é sempre a conseqüência direta de um "stress" agudo importante ou de um traumatismo persistente. O acontecimento estressante ou as circunstâncias penosas persistentes constituem o fator causal primário e essencial, na ausência do qual o transtorno não teria ocorrido. Fatores predisponentes, tais como certos traços de personalidade ou antecedentes do tipo neurótico podem aumentar o risco para a ocorrência da síndrome ou agravar sua evolução; tais fatores, contudo, não são necessários ou suficientes para explicar o surgimeto da síndrome. Os sintomas típicos incluem a revivescência repetida do evento traumático sob a forma de lembranças invasivas ("flashbacks"), de sonhos ou de pesadelos; ocorrem num contexto durável de "anestesia psíquica" e de embotamento emocional, de retraimento com relação aos outros, insensibilidade ao ambiente, anedonia, e de evitação de atividades ou de situações que possam despertar a lembrança do traumatismo. Ocorrem atitudes de desconfiança, hostilidade, embotamento afetivo, emocional, sexual e social, esquiva fóbica. Caso venha a enfrentar uma situação semelhante à que desencadeou o trauma pode apresentar agitação, ansiedade extrema e crise de pânico. Os sintomas precedentes se acompanham habitualmente de um aumento na atividade dita autonômica – como taquicardia, tremores, etc. -, além de sensação constante de alerta e insônia.
O início das manifestações ocorre após as três primeiras semanas do evento até no máximo seis meses do ocorrido, e embora a evolução seja flutuante ela se faz para a cura na maioria dos casos.







