Alcoolismo

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Conhecendo o Alcoolismo

 

Não é novidade que o consumo excessivo do álcool trás grandes riscos para nossa saúde. Mas a verdade é que apesar de ações rígidas por parte das autoridades como: "Lei Seca" e os bafômetros, muitas pessoas continuam brincando com o álcool como se ele fosse inofensivo.

 

Do ponto de vista médico o consumo de álcool pode revelar sintomas de uma doença hereditária: o alcoolismo. O alcoolismo é uma doença crônica, caracterizada pelo consumo compulsivo de álcool. O usuário se torna progressivamente tolerante ao consumo e desenvolve sinais e sintomas de abstinência, quando a droga não é ingerida.

 

O alcoolismo é uma doença onde há dependência do uso de álcool.

 

O alcoólatra e as pessoas que o rodeiam são bastante impactadas pela doença. O indivíduo tem grande dificuldade de parar de beber e normalmente apresenta deterioração na saúde, na família, no trabalho e no círculo de amizades.

 

O alcoolismo é responsável por vários casos de homicídio, suicídio, acidentes de trabalho, internações em clínica e hospitais.


Epidemiologia

 

Existe cerca de 7,5 milhões de alcoólatras segundo a Divisão Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde. De forma geral, o consumo de álcool é maior na população masculina (cerca de 12 a 15 % contra 3 a 5 % nas mulheres).

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o alcoolismo acomete de 10% a 12% da população mundial e 11,2% dos brasileiros. É maior entre os mais jovens, especialmente na faixa etária dos 18 aos 29 anos, reduzindo com a idade.


Causas

Infelizmente as causas do alcoolismo ainda são totalmente conhecidas. Sabemos que a hereditariedade é um fator importante, mas não único.

 

A adolescência é fase da vida onde normalmente se inicia a doença. Durante essa fase, o indivíduo busca aprovação,  segurança e senso de participação (aceitação de seu grupo social).


Diagnostico

 

Por se tratar de uma doença, o diagnóstico é realizado através da identificação dos sintomas seguindo as diretrizes do Código Internacional de Doenças (CID-10).


Sintomas

 

  • Compulsão ou desejo intenso para ingerir bebidas alcoólicas
  • Desejo de reduzir ou controlar o consumo com repetidos insucessos
  • Abstinência – ocorre quando o uso do álcool é interrompido ou reduzido drasticamente, levando à agitação, confusão mental, tremores, suor frio, dentre outros sintomas. O indivíduo pode se sentir obrigado a ingerir bebidas alcoólicas para aliviar os próprios sintomas de abstinência
  • Tolerância resultando na necessidade de doses cada vez maiores de álcool
  • Abandono progressivo de outros prazeres ou interesses devido ao consumo do álcool
  • Persistência no consumo de álcool mesmo em situações em que o consumo é contra-indicado ou apesar de provas evidentes de prejuízos

Reações

 

Muitas são as reações:

 

  • Perda da inibição social
  • Euforia
  • Comportamento muitas vezes inadequado ao ambiente
  • Comportamento explosivamente agressivo
  • Sonolência
  • Desequilíbrio
  • Alteração da capacidade cognitiva
  • Dificuldade para articular palavras
  • Falta de coordenação motora
  • Movimentos vagarosos ou irregulares dos olhos
  • Visão dupla
  • Pensamento desconexo

Tratamento

 

Em casos leves, o paciente realiza consultas periódicas com equipe multidisciplinar incluindo psiquiatra ou psicólogo e com o apoio da família. O objetivo é encorajar o abandono do vício. Há ainda os grupos de auto-ajuda como os alcoólicos anônimos.

 

Em casos mais sérios o acompanhamento de um psiquiatra é fundamental para possibilitar o tratamento psicoterápico e medicamentoso. É comum que alcoólatras apresentem distúrbios psiquiátricos e necessitem de tratamento médico. Em certos casos é recomendada a internação.

Perspectivas

 

Por muito tempo, o tratamento do alcoolismo foi baseado nos dependentes. Entretanto, nas últimas décadas, uma nova lógica vem sendo implementada: anteceder o tratamento e identificar futuros dependentes. Acredita-se que com esse novo direcionamento a efetividade do tratamento seja bem maior.