São imemoriais as primeiras referências históricas à epilepsia, doença conhecida já no Antigo Egito (3000 anos a.C.).
As ligações iniciais com a histeria e outros estados mórbidos relacionadas na época com o deslocamento do útero, sucedeu-se o caráter “sagrado” desta doença, muito desenvolvido pelos gregos que acreditavam ser possível a comunicação das sacerdotisas com os deuses, quando estas proferiam os seus oráculos no meio das convulsões.
É Hipócrates, na sua monografia sobre “a doença sagrada”, o primeiro a identificar como sede da doença o próprio cérebro, tentando, neste como em outros aspectos da Medicina, estabelecer princípios científicos sobre a patologia.Só no século XIX se assiste a uma progressiva alteração destes conceitos, sobretudo através da escola francesa da Salpêtrière. Primeiro com Georget, depois Briquet, Charcot, Babinski e Gowers, assiste-se nessa altura a um rápido desenvolvimento de diversos conceitos relacionados com a epilepsia e também a uma modificação na sua abordagem terapêutica.
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