Alzheimer

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Conhecendo o Alzheimer

 

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A doença de Alzheimer é uma forma irreversível de demência e pertence a um grupo de doenças mentais caracterizadas por uma perda adquirida e progressiva das faculdades mentais ou funções cognitivas. Inicialmente, o sintoma mais comum é a perda de memória e confusão, que podem ser confundidos com outros tipos de alterações normais de memória. No entanto, os sintomas da doença de Alzheimer gradualmente resultam em mudanças de comportamento e personalidade, um declínio nas habilidades cognitivas, tais como tomada de decisão e habilidades de linguagem e problemas em reconhecer familiares e amigos. É a causa mais comum de demência entre pessoas com 65 anos ou mais.

 

Incidência

 

A Doença de Alzheimer afeta milhões de pessoas em todo o mundo e é a forma mais comum de demência, respondendo por cerca de metade de todos os casos.

 

A doença de Alzheimer é encontrada substancialmente após a idade de 70 anos e pode afetar cerca de 50% das pessoas com idade acima de 85. No entanto, a doença de Alzheimer não é parte normal do envelhecimento e não é algo que acontece inevitavelmente na vida adulta.

 

Causas

 

A Doença de Alzheimer é caracterizada pela degeneração e perda de neurônios (células responsáveis pela transmissão nervosa) em regiões responsáveis pelas funções cognitivas no cérebro. Como essa degeneração é lenta e, inicialmente, afeta as estruturas cerebrais ligadas à memória e aprendizado, o quadro clínico mais comum são dificuldades de aprendizagem e perda de memória recente (as memórias antigas normalmente não são impactadas).

 

Diagnostico

 

O diagnóstico é feito por exclusão. Infelizmente, não há exames precisos que possam ser utilizados para diagnosticar a doença. O processo da relação entre os sintomas mais comuns da doença e o histórico do paciente, bem como pela exclusão de outras causas de demência.

 

Nos casos de suspeita, o médico entrevista o paciente e seus familiares ou responsáveis, faz testes congnitivos, realiza exames físicos e laboratoriais para descartar outras causas de demência e solicita uma tomografia ou ressonância nuclear magnética. Uma vez demonstrado que o paciente preenche os critérios clínicos suficientes para a doença de Alzheimer e não há outra explicação possível para os sintomas detectada durante a avaliação, ele é diagnosticado como portador da doença. Embora possa parecer que o diagnóstico da Doença de Alzheimer é muito impreciso, muitos estudos demonstram que um médico bem treinado é capaz de identificar corretamente a doença em seu início, em quase todos os casos (índice de acerto superior a 90% mesmo em casos iniciais da doença).

 

 

Sinais

 

Perda de memória

 

Um dos primeiros sintomas da doença é o freqüente esquecimento de informações aprendidas recentemente. É importante destacar que esquecer nomes e compromissos ocasionalmente é normal. Fique atento caso a pessoa comece a esquecer as coisas com mais freqüência e fique incapaz de relembrar o assunto posteriormente.

 

 

Esquecimentos

 

Muitos pacientes com Alzheimer podem se esquecer de onde estão e de como chegaram até lá. Além disso, perder-se na própria vizinhança ou esquecer o caminho de casa são comuns lapsos comuns entre os portadores da doença.

 

 

Dificuldade para realizar atividades rotineiras

 

Portadores de Alzheimer têm dificuldade para realizar tarefas do dia-a-dia, como arrumar um armário, uma refeição, uma ligação ou jogar um jogo. Porém, esquecer, ocasionalmente, o que você ia dizer ou o que você ia fazer é normal.

 

Julgamento e raciocínio abaixo do normal

 

Vestir-se de forma inapropriada, com várias camadas de roupa em dias quentes ou pouca vestimenta em dias frios. Pacientes mostram pouca capacidade de julgamento, como doar alta soma de dinheiro sem motivo específico.

 

Problemas com pensamento abstrato

 

Dificuldade acima do comum para realizar raciocínios mentais, como esquecer para que servem os números ou como devem ser usados, é outro sinal do problema. Porém, achar difícil decifrar ou desenvolver uma fórmula matemática é normal.

 

 

Confusão

 

Pessoas com Alzheimer podem errar o lugar de coisas usuais. Por exemplo, colocar o ferro de passar no freezer é um sintoma comum da doença. Entretanto, é normal colocar as chaves do carro ou carteira em lugar estranho de vez em quando.

 

Mudanças de humor e comportamento

 

A variação acentuada de humor e comportamento também é um sinal de doença. Pacientes mudam de humor muito rápido e sem motivos aparentes. Podem ir de um estado calmo ao depressivo e raivoso em pouco tempo.

 

Personalidade

 

A personalidade de pessoas com Alzheimer pode mudar drasticamente. Podem se tornar confusos, desconfiados, medrosos ou dependentes de um membro da família. Entretanto, com o passar dos anos, é normal alguma mudança na personalidade. Fique atento se a transformação for mais severa que o usual.

 

Perda de iniciativa

 

As pessoas com Alzheimer tornam-se muito passivos. Ficam, por exemplo, horas em frente da TV, dormem muitas horas (além do normal) e, normalmente, não têm disposição para realizar tarefas usuais.

 

Linguagem

 

Esquecer palavras simples, substituir palavras comuns e usuais, dificultar a forma de falar ou escrever pode ser um sinal da doença. Por exemplo, um portador do problema não consegue encontrar a escova de dente e, ao invés de perguntar onde está minha escova de dente? , perguntaria onde está o objeto de limpar a boca? .

 

 

 

Prognóstico

 

Com o decorrer dos anos, a doença progride e gradualmente afeta as funções cerebrais. Os pacientes encontram dificuldade para executar tarefas do dia-a-dia e com o tempo podem ficar restristos à cama. O tempo de progressão da doença varia muito entre os indivíduos.

 

Tratamento

 

Além dos medicamentos, o suporte da família e de associações de portadores é fundamental no tratamento da doença. Um tratamento otimizado irá diminuir a incidência de complicações durante o curso da doença.

 

 

Perspectivas

 

A Doença de Alzheimer ainda é irreversível, mas já é possível encontramos tratamentos que possibilitam a redução na taxa de progressão dos sintomas e em alguns casos, uma ligeira evolução da função cognitiva. Isto é principalmente visto quando o diagnóstico é obtido bem no início da doença e o tratamento é iniciado imediatamente, reforçando assim a importância de um diagnóstico precoce.

 

Pesquisas realizadas em vários países contribuem para aprofundar o conhecimento sobre a doença, suas origens, diagnósticos e tratamentos. Podemos afirmar que alguns tratamentos ainda em fase de testes estarão disponíveis para uso clínico.