
Vários clientes e amigos já me perguntaram se acredito que é possível manter o interesse sexual mesmo depois de alguns anos da união do casal. Eu respondo que sim, mas reforço que é necessário desejar e se dedicar continuamente para alcançar esse objetivo. A verdade é que há para se falar sobre esse tema. Hoje, vamos começar uma conversa!
Quando realizamos uma mesma ação repetidamente todos os dias, ela se torna uma rotina e muitas vezes não prestamos muita atenção ao que estamos fazendo. Na realizada não há problema nisso se tal ação foi aprendida direitinho. Pode ser uma forma de não gastarmos nossa atenção com algo desnecessário, sobrando mais espaço para questões que realmente a exigem nosso foco. Assim, por exemplo, enquanto escovamos os dentes, podemos pensar sobre um problema a ser resolvido logo mais. Isso não prejudica nossa eficiência com a escovação!
O problema começa quando encaixamos em nossa rotina comportamentos que não devem ser tratados assim, como o relacionamento sexual. Alguns casais fixam os dias da semana e até horários em que vão realizar o encontro. Nunca mudam. Grande parte dos casais acaba por realizar sexo só na hora em que o sono bate e então vão para a cama. Se acontece de um deles estar afim, iniciam as carícias sempre da mesma maneira e o outro já entende o que deve acontecer em seguida. Se por acaso o outro não está afim, sinaliza, sempre da mesma maneira. Ou seja, todos já sabem o que vai acontecer, em que tempo e por quais caminhos. Quase nada, ou nada mesmo é alterado. O prazer pode até continuar a existir, mas, com certeza, não é o mesmo do início.
O que mudou?
- Deixamos de estar realmente presentes naquele momento e de perceber que além do ato sexual existe uma pessoa ao nosso lado
- Deixamos de reservar um tempo especial para pensar amorosamente e eroticamente no outro e então deixar o desejo vir à tona
- Passamos a ficar a sós com as próprias fantasias, mesmo estando ao lado do parceiro ou parceira ou estamos ali de corpo presente, mas com a cabeça em outro lugar
São muitas as razões que levam a essa situação: dentre outras, as dificuldades naturais no dia a dia, preocupações com o trabalho, a família, o estresse. Mas deixar tudo no “piloto automático” pode ser uma saída para evitar pensar nas dificuldades e diferenças pessoais na maneira de viver o sexo. Muitas vezes é difícil enfrentar os problemas! Mas se eles não forem esclarecidos e superados, se tornam um breque na vida afetiva e sexual do casal.
E para reverter este quadro?
- É preciso olhar de um jeito novo para aquela pessoa que há um bom tempo nos acompanha
- É preciso olhar de um jeito novo para nós mesmos
- Enxergar a possibilidade de viver momentos muito gostosos e prazerosos e passar a agir para isso
- Olhar de frente para as questões do casal e também para as próprias dificuldades e limitações procurando superá-las, respeitando, é claro, os valores pessoais de cada um.
Para um resultado positivo, é evidente que os dois têm que estar comprometidos com esta proposta – trabalhar juntos pela sexualidade saudável do casal. Afinal, quando um não quer, dois não brigam, mas também não brincam e nem fazem amor de um jeito prazeroso!
Com este compromisso firmado, parte-se para a ação!
- Explorar diferentes sensações
- Redescobrir espaços da casa para se namorar
- Surpreender com novas carícias
- Ousar viver fantasias
- Divertir-se explorando acessórios, roupas, livros, filmes e tantas outras possibilidades
- Enfim, libertar-se para criar.
O sexo pode se transformar na brincadeira do adulto, e o corpo, em um grande parque de diversões, onde ora teremos momentos românticos, outros mais erotizados, sensuais, divertidos. E, se um encontro resulta em prazer e satisfação para os dois, é claro que queremos mais, queremos repetir!
Se agimos assim criativa e corajosamente, ao invés de um afastamento, de um esfriamento, o casal consegirá construir, com o passar do tempo, uma intimidade e proximidade cada vez mais intensas e satisfatórias. O prazer não será proporcionado apenas pelo ato em si, mas pelo encontro de duas pessoas que querem estar ali e que estão envolvidas em fazer acontecer tudo de um jeito muito bom!






